No dia 4 de setembro de 1957, Dorothy Counts tivera o seu primeiro dia de aula na Universidade de Harry Harding, na Carolina do Norte (EUA). Ela foi a primeira estudante afro-americana admitida numa escola pública americana (de brancos), e assim sendo, tal ato de enorme coragem desafiara toda uma mentalidade estúpida e medieval, de muitos dos habitantes da Carolina do Norte.
Acompanhada de seu pai, Dorothy (aos 15 anos de idade) foi fotografada pela imprensa (foto de Douglas Martin) a testemunhar a violência que eclodiu naquele período. Embora a constituição garantisse direitos iguais, tal prática não era plenamente exercida na realidade. A esposa de John Z. Warlickthe (líder do “Conselho de cidadãos brancos”) instigou os garotos para manterem-na fora da escola e também pediu as moças para cuspirem nela.
Todavia, com todas estas barreiras Dorothy se manteve firme e calma, caminhando sem reagir diante da multidão que a seguia.
O vestido de Dorothy foi feito por sua avó especialmente para seu primeiro dia de aula. Em meio a uma pequena multidão de "brancos", alguns idiotas cuspiram nele. 

Jogavam lixo em Dorothy durante suas refeições e seu armário era saqueado. Depois surgiram ameaças telefônicas agravando ainda mais a situação. Por fim, os seus pais consideraram que a sua vida poderia estar em risco e optaram por tirá-la da escola. A família mudou-se para a Pensilvânia, onde Dorothy frequentou uma escola integrada na Filadélfia.
Dorothy Counts sendo ridicularizada por um garoto imbecil.
Pode parecer pouco, mas os quatro dias em que Dorothy tentou frequentar a
Harry Harding High School foi de grande importância para o Movimento
dos Direitos Civis e fim da segregação racial nos Estados Unidos.

A Sra. Dorothy com uma antiga "colega" de turma, 50 anos depois, quando lhe pediu desculpas pelo trato que lhe deram à época.
Dorothy Counts, 70 anos, educadora infantil, relembra a experiência da tentativa de integração racial nas escolas.
Veja um vídeo emocionante, em inglês, sobre o fatídico dia: